Durante agendas em Porto Alegre, o prefeito Jorge Pozzobom (PSDB) conversou com um diretor do Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer) para conhecer o esboço inicial do projeto de duplicação da Faixa Nova de Camobi, que está sendo feito pelo escritório de engenharia Engemin, de Pinhais (PR). Por enquanto, é um estudo preliminar com base nas informações coletadas até agora, como volume de veículos que passam em cada trecho, topografia do terreno e necessidades apontadas pelo Estado, como construção de viadutos, passarelas e ciclovias. Segundo Pozzobom, a estimativa atual é que a obra fique bem acima da projeção feita inicialmente pela prefeitura, que seria de R$ 100 milhões para duplicar os 9 km.
— É uma obra muito complexa, pois envolve diversos acessos. Por isso e por causa do aumento grande de preços de materiais, a estimativa é que a obra fique entre R$ 150 milhões e R$ 200 milhões. O esboço inicial prevê viadutos e passagem inferior. A Engemin ficou de vir nos apresentar os detalhes à prefeitura, para colher sugestões — afirmou Pozzobom, à coluna.
Ele ressaltou que será preciso analisar com cuidado o que será previsto para alguns cruzamentos, como os dois acessos para a sede campestre do Clube Dores e os vários condomínios do entorno, assim como o acesso à Vila Maringá e ao bairro São José.
— Só no acesso para as Dores, eles precisam saber que num final de semana chegam a entrar de 3 mil a 5 mil carros – comentou Pozzobom.Essa informação realmente é importante porque, nas contagens de veículos em cada ponto, é possível que não tenha sido feita a análise em um final de semana movimentado nesses pontos, mas apenas contado o fluxo em dias normais.
Essas estimativas de valor total da obra, na realidade, são ainda bem genéricas e podem variar muito, pois dependerá de possíveis mudanças que o Daer ainda venha a fazer e, principalmente, do detalhamento dos projetos executivos de engenharia.
Há risco de os projetos atrasarem e não ficarem prontos até novembro, conforme contrato do Daer com a Engemin. Pozzobom diz que tem o compromisso do governo do Estado de verbas para licitar e iniciar a obra de duplicação após a conclusão dos projetos. A questão é se o caixa do Estado terá verbas realmente, já que o governo estadual tem enfrentado dificuldades, inclusive porque não recebeu verba da venda da Corsan, que está embargada na Justiça.
A coluna tentou falar com o Daer. A assessoria de imprensa disse que o diretor geral Luciano Faustino falará nos próximos dias com a coluna sobre o projeto de duplicação da Faixa Nova.